sábado, 10 de março de 2012

Na Reforma do Código Penal, Privilégio para o Aborto


Na Reforma do Código Penal, Privilégio para o Aborto

No artigo 5o. da Constituição Federal está estabelecido a igualdade de todos perante a lei sem distinção de qualquer natureza e expressamente garante a inviolabilidade da vida humana. No inciso III destaca-se, ainda, que ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

A quem particularmente interessaria esta proteção da vida senão ao nascituro?

O artigo 5o. da Constituição Federal é Cláusula Pétrea! Garante, enfatizo, direitos inalienáveis, portanto, indisponíveis para qualquer manipulação ou interpretação diversa daquela que o Constituinte de maneira clara e objetiva apontou!

É assustador assistir que pessoas com uma longa carreira na área nobre do Direito, num momento especialíssimo como este da reforma do Código Penal, deixarem de ratificar o princípio da defesa da vida, de forma mais ampla e segura, para se transformarem em alquimistas do direito misturando e confundindo conceitos filosóficos e morais, posicionando-se acima do ordenamento constitucional do país e desconhecendo deliberadamente a dignidade da pessoa humana como inalienável.

Como pode um conjunto de juristas produzir uma reforma do Código Penal como esta que propõe reduzir a pena de traficante de drogas, quando réu primário, mas permite e libera atentados contra a vida do inocente sem defesa no ventre materno?

É uma aberração e uma arrogância desmedida!

A ciência afirma que a vida começa na concepção, portanto, não se pode estabelecer qualquer variação de tempo posterior a esta definida que não se choque e desqualifique com a natureza e condição de pessoa conforme o próprio artigo 5o. da Constituição Federal.

Senhores juristas, no ventre materno o que há é uma pessoa, uma vida humana e não uma coisa. Aborto é crime!

 Carlos Dias 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A gravidade do aborto

A GRAVIDADE DO ABORTO

(Artigo publicado na Folha da Manhã, de Campos - RJ, 18/3/2009)

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*
                                                 
Na polêmica suscitada em torno da questão da menina violentada em Pernambuco, alvo depois de um aborto provocado, há o perigo de se desviar o foco do ponto central de toda a questão: a gravidade do pecado do aborto voluntário.
Considerando-se o feto como um ser humano, apesar de ainda em formação, - como, aliás, também o é um bebê recém-nascido - com código genético, conjunto de cromossomos e personalidade independente da sua mãe, como o comprova a própria ciência moderna, a sua morte provocada vem a se constituir em um voluntário e direto ato de se tirar a vida de um ser humano inocente, ato ilícito perante a lei natural e a lei positiva de Deus.
A conseqüência dessa consideração é que nada poderá justificar o tirar diretamente a vida de um inocente, nenhuma razão ou pretexto, por mais louváveis e bem intencionados que sejam, como proteger a vida de outrem, salvar a honra de alguém, diminuir a pobreza da família, evitar o escândalo, etc. É princípio básico de moral que não se pode fazer diretamente o mal para se obter um bem. E quando se trata de princípios, não adianta tentar contradizê-lo apelando para argumentos sentimentais.
Assim como a Igreja, Estado também considera como o maior bem a vida humana.
A excomunhão é uma pena aposta pela Igreja a um pecado grave, com o objetivo de alertar os católicos sobre a gravidade de tal ato, no nosso caso, o pecado grave do aborto voluntário e o prejuízo irreparável causado ao inocente morto. Isso não quer dizer que outros pecados graves, que não tenham sobre si tal pena, sejam permitidos ou com culpabilidade diminuída. A Igreja está tomando a defesa de um inocente, que não tem voz nem outros meios de se defender, o feto no útero materno.
Mas existe sim uma gradação na gravidade dos pecados. Jesus disse a Pilatos que quem o havia entregue a ele tinha maior pecado do que ele, Pilatos (Jo 19,11).
Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, que tem toda a nossa solidariedade, não excomungou os que diretamente provocaram tal aborto, apenas anunciou que tal ato constituía um delito canônico punido automaticamente com a excomunhão. Nem muito menos defendeu o crime hediondo do padrasto.
Ademais, há que se ter em conta uma segunda opinião de médicos abalizados: a menina não corria risco de vida imediato e a gravidez poderia ter sido levada até mais adiante, quando os fetos já seriam considerados viáveis, fazendo-se então até mesmo um parto cesariano, se fosse preciso. Assim se teriam salvado duas vidas, sem o trauma do aborto para a mãezinha e sem o pecado diante de Deus.
Infelizmente, só quem defendeu essas duas vidas que se perderam foi a Igreja. E a voz delas foi a única que não se ergueu contra a Igreja.       

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal
                                                                          São João Maria Vianney

Mártires do comunismo


A LIÇÃO DE 28 DE OUTUBRO

Arquivado em: Mártires — Prof. Felipe Aquino at 10:54 pm on Quinta-feira, Novembro 8, 2007

Antonio Socci, italiano, escreveu interessante artigo no site referido abaixo sobre a maior beatificação já realizada na Igreja, em termos de número, e mostrando suas implicações para nossos dias, especialmente diante da cultura marxista e laicista que vai crescendo especialmente entre os membros de alguns governos e muitas universidades. Penso que seja valioso para nossos leitores. Agradeço ao amigo Alexandre D. Antunes Pereira a tradução do texto para o português.

… Mas podedeis estar certos que na ocasião da beatificação do Domingo próximo, a Igreja terminará novamente no banco dos acusados… 
Em 28 de Outubro próximo no Vaticano serão beatificados 498 mártires da feroz perseguição religiosa na Espanha depois de 1931 e especialmente entre os anos de 1934 e 1936. Uma cerimônia de massa de tais proporções não tem precedente. João Paulo II havia começado beatificando em 1987 três freiras carmelitas que foram cruelmente massacradas pelas ruas de Madri. Depois papa Wojtyla celebrou outras onze cerimônias de beatificação num total de 465 mártires espanhóis. Domingo próximo serão declarados beatos 2 bispos, 24 padres, 462 religiosos e religiosas, 2 diáconos, 1 seminarista e 7 leigos, todos vítimas daquela perseguição. Será a ocasição para conhecer uma das mais sanguinárias tempestades anti-cristãs desencadeadas na Europa de nosso tempo por obra dos revolucionários republicanos (uma mistura de comunismo, socialismo, anarquia e laicismo). “Jamais na história da Europa e talvez no mundo” escreveu Hugh Thomas “se viu um ódio assim obstinado pela religião e pelos seus homens”. Igrejas e conventos (com uma quantidade de obras de arte) foram incendiados e destruídos. Em poucos meses foram assassinados 13 bispos, 4.184 sacerdotes e seminaristas, 2.365 religiosos, 283 freiras e um número incalculável de simples cristãos cuja única culpa era portar um crucifixo ao pescoço, ou ter um rosário no bolso, ou ter ido à missa, ou ter escondido um padre, ou ser mãe de um sacerdote como aconteceu com uma senhora que por esse motivo foi sufocada com um crucifixo cravado na garganta. 
Muitos bispos ou sacerdotes poderiam ter fugido, mas permaneceram em seu posto, mesmo sabendo o que lhes esperava, para não abandonar sua gente.  Não marca somente a fúria com a qual se fez cruelmente suas vítimas, indefesas e inofensivas (por exemplo houve quem foi amarrado a um cadáver e deixado assim ao sol até à sua decomposição, vivo, com o morto). 
Mas marca ainda mais a vontade de obter das vítimas a negação da fé ou a profanação dos sacramentos ou horríveis sacrilégios. Há nisso algo sobre que não se refletiu o bastante. Cito alguns exemplos. Os revolucionários decidiram que o pároco de Torrijos que se chamava Liberio Gonzales Nonvela, dada sua ardente fé, devesse morrer como Jesus. Assim ele foi desnudado e chicoteado de modo bestial. Depois se começou a crucificação, a coroação de espinhos, lhe deram a beber vinagre, por fim o mataram com um disparo enquanto ele abençoava seus algozes. Mas é significativo que estas pessoas, na precedência, lhes diziam,  “blasfêmia e te perdoaremos”. O sacerdote, cansado dos maus tratos, respondeu que era ele a perdoá-los e os abençoar. Mas deve ser sublinhada a vontade de obter deles uma traição da fé. Também de outros sacerdotes pretendiam a profanação dos sacramentos. Ou das freiras violentadas. Qual sentido podia ter, do ponto de vista político, por exemplo, a exumação dos corpos das freiras em decomposição expostos na praça para delas zombar? Não há algo de simplesmente satânico nisso? 
E o jovem Juan Duarte Martin, diácono de vinte e quatro anos, torturado com agulhas sob todo o corpo e, através dessas, com terríveis descargas elétricas? Pretendiam fazê-lo blasfemar e fazê-lo gritar “viva o comunismo!”, enquanto ele gritou até o fim “viva Cristo Rei!”. Enxarcaram-no com gasolina e atiraram fogo. Aqui não estamos somente na presença de louco desejo político de eliminar a Igreja. Há algo além disso. Definir a natureza e a verdadeira identidade desse horror foi tentado por Richard Wurmbrand, um romeno de origem judia que na juventude militou entre os comunistas, em 1935 tornou-se cristão e pastor evangélico, por isto sofreu 14 anos de perseguição, muitos dos quais no Gulag do regime comunista de Ceausescu. 

Também ele notou – nos lager do Leste – este obscuro objetivo na perseguição religiosa. Em um de seus livros escreveu: “Pode-se entender que os comunistas prenderam padres e pastores porque os consideravam contra revolucionários. Mas porque os padres eram forçados pelos marxistas na prisão romena de Piteshti a rezar a missa sobre o esterco e na urina? Por que os cristãos vinham sendo torturados e eram obrigados a receber a sua Comunhão usando estas matérias como elementos?”. Não era somente “deboche obsceno”. Ao sacerdote Roman Braga “arrancaram-lhe um a um de seus dentes com uma verga de ferro” para fazê-lo blasfemar. Os seus algozes diziam-lhe: “se vos asssassinarmos, vocês cristãos vão para o Paraíso. Mas nós não queremos fazer-lhes o favor de vos dar a coroa do martírio. Deveis antes blasfemar contra Deus e depois irem ao inferno”. A um prisioneiro cristão do cárcere de Piteshti, refere-se Wurmbrand, os comunistas todos os dias repetivam em modo blasfemo o rito do batismo imergindo-lhe a cabeça no “vaso” onde todos deixavam os excrementos e obrigavam naqueles minutos os outros prisioneiros a cantarem o rito batismal. Outros cristãos “eram espancados até fazê-los enlouquecer para obrigá-los a ajoelhar-se diante de uma imagem blasfema de Cristo”.

Pergunta-se Wurmbrand, “O que tem isso a ver com o socialismo e com o bem-estar do proletariado? Não são estas coisas simples pretextos para organizar orgias e blasfêmias satânicas? Supõe-se que os marxistas são ateus que não acreditam no Paraíso e no Inferno. Nessas extremas circunstâncias o marxismo tirou a máscara ateísta revelando o próprio e verdadeiro rosto, que é o satanismo”. 
Com efeito, o livro de Wurmbrand se entitula “Was Karl Marx a satanist?” e foi traduzido em italiano pela editora “Uomini nuovi” com o título “L’altra faccia di Carlo Marx” (A outra face de Karl Marx). O autor se lança questionando nos escritos juvenis de Marx e nas suas vicissitudes biográficas, até considerar que Marx mantivesse contato com seitas satanistas. Contudo no fervilhar de seitas e sociedades esotéricas de meados do século XIX são tantas as personalidades que tiveram estranhos contatos. E sobre Karl Marx também outros autores tinham feito hipósteses do gênero. Wurmbrand sustenta sobretudo que a filantropia socialista não era a inspiração verdadeira de Marx, mas apenas o disfarce, o pretexto para a sua verdadeira motivação que era a guerra contra Deus. Realizada depois em larga escala com a Revolução de Outubro e as demais que a seguiram (nos regimes comunistas fatos, correntes, episódios e personagens que levam naquela direção são claros). 
Sobre satanismo não me pronuncio, mas os efeitos satânicos da experiência marxista (planetária) estão aos olhos de todos mesmo que sejam removidos clamorosamente da reflexão pública: a mais colossal e feroz matança de seres humanos que a história recorda e a mais vasta guerra ao cristianismo destes dois mil anos. Como acontece ouvir, nos ambientes católicos, juízos tolerantes  sobre os “ideais comunistas”, que teriam sido traídos na prática ou mal traduzidos, veio o momento de definir de uma vez por todas a natureza satânica da ideologia em si e de tudo o que aconteceu. Visto que um grande filósofo como Augusto Del Noce há vários anos demonstrou o quanto o ateísmo é fundamental no marxismo e de maneira alguma secundário ou facultativo. A tragédia espanhola, sobre a qual o povo cristão quase nada sabe (e que foi perpetrada também pela outra força revolucionária e laicista) deveria fazer refletir, se não por outra razão, pelas proporções daquele Martírio. 
( Antonio Socci Da “Libero”, 21 ottobre 2007 http://www.antoniosocci.it/Socci/index.cfm?circuit=Main&name=CaricaOggetto&modalita=view&id=540 )

Tradução livre realizada por Alexandre D. Antunes Pereira.Mogi Guaçu, 08 de novembro de 2007.


Entrevista Carlos Dias


Parte de entrevista da Revista ComCiencia, ao autor
da lei do ensino religioso confessional\RJ

O ex-deputado Carlos Dias (PP-RJ) é autor da lei 3459 que instituiu o ensino religioso confessional nas escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. Pela lei, sancionada em 14 de setembro de 2000 pelo então governador Anthony Garotinho, as aulas de religião ficam divididas por credo, são facultativas e integram o calendário normal das escolas públicas, desde a educação infantil até o ensino médio. Em janeiro deste ano, foi realizado o concurso público para contratação de 500 professores de religião confessional. 
ComCiência - Quais eram os seus objetivos quando propôs essa lei? 
Carlos Dias - Acho imprescindível que se inclua nos currículos escolares uma formação que, além das condições objetivas do conhecimento, como as disciplinas de história, matemática e geografia, por exemplo, integre a pessoa também uma condição de conhecimento de si próprio, da sua natureza e da própria condição humana. As religiões de fato se associam a essa construção da integralidade da pessoa. Não se forma uma pessoa sem você ter uma noção exata da sua própria dimensão. Formar uma pessoa sem essa dimensão da transcendência é uma mutilação da educação. 
Essa lei é pioneira no Brasil. Ela dá chances para que as escolas ofereçam uma formação religiosa integrada ao processo de conhecimento. Isso é interessante para todas as religiões. O objetivo é buscar também uma melhoria do próprio ambiente escolar, na medida em que o aluno se conhece nessa dimensão de criatura, que tem parte divina e parte humana, que é amado por Deus e que Ele o criou para o bem. Na verdade, nós vamos criar um ambiente de virtudes e não de vícios, como a escola hoje propicia. Eu acho que esse ambiente escolar será um ambiente de promoção humana. Não é simplesmente ensinar alguém a rezar, porque a catequese se aprende em casa, nas igrejas. 
ComCiência - As aulas serão dividida por credo? 
Dias - Esse é o aspecto mais importante, porque você não viola o direito das pessoas de professarem um credo. Esse é um direito de escolha familiar, dos pais, e o Estado entra como garantidor desse direito, dando a possibilidade de um professor preparado, formado, pedagogo, que esteja no ambiente escolar e que tenha essa condição de ser chamado de professor de religião, porque é credenciado por entidade religiosa. Além disso, você tem nesse professor a fé que os alunos professam e a garantia da autenticidade do ensino, sem interferências ou proselitismo. Em uma sala onde todos os credos se misturam e o professor é de um credo determinado, obviamente ele salienta e deseja que os alunos se atenham e gostem daquilo que ele está professando. 
ComCiência - Os professores abordarão também os outros credos nas aulas? 
Dias - Dentro da matéria em si, existe o contato com outras religiões, até do ponto de vista histórico. Aqui no Rio de Janeiro, temos uma experiência muito rica com o Departamento Arquidiocesano de Ensino Religioso. Quando se trata do ensino e da explicação do ponto de vista histórico de outras religiões foram os próprios representantes de cada religião que escreveram sua parte no livro didático, por assim dizer. Quem relatou e escreveu sua história no livro foram os próprios protestantes, muçulmanos e judeus. Isso vai ser abordado com essa clareza. Não é uma interpretação de uma determinada religião por outra. Resta saber se eles farão o mesmo em relação aos católicos. 
ComCiência - Não há risco de doutrinamento? 
Dias - Não, porque os alunos que são católicos, por exemplo, vão receber aulas de professores católicos. Não há doutrinamento. Não existe como você alterar qualquer tipo de formação ou usar do proselitismo.
ComCiência - Dentro desse ponto de vista, a divisão das turmas por credo não é de certa forma excludente e até preconceituosa? 
Dias - Acho que não. Pelo contrário, ela inclui a pessoa no ambiente em que ela já está posta pela família. A escola não é dona da educação, o Estado não é dono da pessoa. São as famílias que devem, inclusive, estabelecer uma série de parâmetros educacionais na escola. Quando está na escola, o aluno é filho de alguém e não do Estado. Não estamos em Cuba. Temos que perceber que esses valores e princípios são dados pela família. Temos que preservar, inclusive culturalmente, esse espaço para que as religiões tenham capacidade de exercer o seu poder educativo sobre as pessoas. E o ambiente escolar é propício para isso. Não há discriminação. Há, na verdade, uma formação adequada, sem escapismos, sem interesses de chamar para esse ou aquele credo. A pessoa é formada dentro de sua própria dimensão e sob orientação formal e desejo dos pais. Discriminar é não permitir que as religiões entrem nas escolas. E as religiões fazem, sem dúvida nenhuma, um bem muito grande para a formação das pessoas. 


ComCiência - Como o senhor responde as críticas de que o ensino religioso nas escolas públicas fere o princípio do Estado laico? 
Dias - Ele não fere o princípio do Estado laico, porque o Estado é pluralista e tem que trabalhar com todas as correntes de pensamento. E uma das correntes de pensamento é a religiosa. Não se pode absolutamente deixar de lado que o pensamento religioso, a estrutura religiosa, a capacidade de amor e fé de um povo sejam abstraídos na hora que você trata das questões do Estado. O povo tem a pluralidade das condições religiosas, e todas têm que ser respeitadas. No ambiente cultural, por exemplo, você vê essa amplitude de ações culturais em diversas áreas. Por que não permitir, por exemplo, que a expressão religiosa, até do ponto de vista cultural, também tenha espaço? Acho que existe um preconceito em relação a isso. O Estado é laico, mas é de todos. Então, todos têm que ter a sua expressão e as religiões têm que ter seu espaço no campo educacional e no campo cultural, que é o que falta hoje. 
ComCiência - O que senhor pensa a respeito das alterações propostas à lei de sua autoria pelo deputado Carlos Minc (projeto 1840/2000)? 
Dias - O Minc simplesmente queria destruir a lei. Ele tem uma visão totalmente agnóstica do exercício da vida. O projeto foi debatido por dois anos na época da lei. Para aqueles que gostam de maioria, a maioria decidiu que o ensino religioso é extremamente positivo e que a tese que o Carlos Minc defende, além de ser atrasada, não é válida porque não tem nem vigor político. 

Artigo de D. Fernando sobre Homofobia


CONTRA O PECADO E A HOMOFOBIA

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal quanto à união entre pessoas do mesmo sexo, a CNBB em nota oficial reafirmou o princípio da instituição familiar como projeto divino e incentivou todas as famílias a viver fiel e alegremente a sua missão, ressaltando que tão grande é a importância da família que toda a sociedade tem nela a sua base vital.
Conforme a nota, é preciso deixar claro que “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1, 27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas”.
A nota da CNBB faz referência à doutrina sobre castidade e homossexualidade, exposta no Catecismo da Igreja Católica, que assim se expressa:
“A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (cf. Gn 19,1-29; Rm 1, 24-27; I Cor 6, 9-10; I Tim 1, 10), a tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’ (Congregação para a Doutrina da Fé, declaração Persona Humana, 8). São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”.
“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de descriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã” (nn. 2357-2358).
A nota afirma ainda que as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo “não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos”. A equiparação descaracteriza a sua identidade e ameaça sua estabilidade.

        *Bispo da Administração Apostólica Pessoal
                                                                         São João Maria Vianney

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Augusto Cury

FILHOS BRILHANTES ALUNOS FASCINANTES


Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
 Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes.

Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

LUZ DO MUNDO EM CÁPSULAS

Livro “Luz do mundo” em cápsulas

A voz sincera de um papa frente a um mundo em transformação

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 23 de novembro de 2010 (
ZENIT.org) - O livro-entrevista "Luz do mundo", apresentado hoje no Vaticano, recolhe respostas francas de Bento XVI ao jornalista Peter Seewald sobre o Papa, a Igreja e os sinais dos tempos.
Apresentamos algumas das frases mais destacadas do livro.
* * *
Surpresa diante da sua eleição
"O fato de ver-me de repente diante dessa tarefa tão grande foi, como todos sabem, um choque para mim. A responsabilidade é realmente gigantesca."
Renúncia ao papado
"Se o papa chega a reconhecer com clareza que física, psíquica e mentalmente já não pode continuar seu ofício, tem o direito e, em certas circunstâncias, também o dever de renunciar."
Crise dos abusos
"Tudo isso foi para nós um choque e eu continuo me comovendo hoje assim como ontem, até no mais profundo."
Soluções para os abusos
"O importante é, em primeiro lugar, cuidar das vítimas e fazer todo o possível para ajudá-las e para estar ao seu lado com a vontade de contribuir para sua cura; em segundo lugar, evitar o máximo possível estes atos, por meio de uma seleção correta dos candidatos ao sacerdócio; e, em terceiro lugar, que os autores dos atos sejam castigados e excluídos de toda possibilidade de reincidir."
Enfrentar os abusos
"O que nunca deve acontecer é tentar escapar e pretender fingir não ter visto, deixando, assim, que os autores dos crimes continuem cometendo suas ações. Portanto, é necessária a vigilância da Igreja, o castigo para quem faltou e sobretudo a exclusão de todo acesso posterior às crianças."
Situação atual da Igreja
"A Igreja vive. Contemplada somente a partir da Europa, parece que se encontra em decadência. Mas esta é só uma parte do conjunto. Em outros continentes, ela cresce e vive, está repleta de dinamismo (...). Se a Igreja deixasse de estar presente, significaria um colapso de espaços vitais inteiros."
Relativismo
"Ninguém discutirá sobre o fato de que é preciso ser cuidadoso e cauteloso ao reivindicar a verdade. Mas descartá-la, sem mais nem menos, como inalcançável, exerce diretamente uma ação destrutiva."
Ecumenismo
"O mundo precisa de um potencial de testemunho a favor do Deus uno que nos fala em Cristo."
Diálogo inter-religioso
"Temos uma mensagem ética que dá orientação aos homens. E transmitir essa mensagem juntos é de suma importância na crise dos povos."
Islã
"Eu o reconheço como uma grande realidade religiosa com a qual devemos estar em diálogo."
Sexualidade
"O importante é que o homem é alma em corpo, que ele é ele mesmo enquanto corpo e que, por isso, é possível conceber o corpo de forma positiva e a sexualidade como um dom positivo. Através dela, o homem participa da condição criadora de Deus. Encontrar esta concepção positiva e cuidar desse tesouro que nos foi dado é uma grande tarefa."
Preservativos
"É óbvio que ela [a Igreja] não os vê como uma solução real e moral. Não obstante, em um ou outro caso, podem ser, na intenção de reduzir o perigo de contágio, um primeiro passo no caminho rumo a uma sexualidade vivida de forma diferente, rumo a uma sexualidade mais humana."
Pio XII
"Foi um dos grandes justos, que salvou muitos judeus, a tantos como nenhum outro."
Indissolubilidade do matrimônio
"Nós não podemos manipular essa palavra. Devemos deixá-la assim, ainda quando contradiga as formas de vida hoje dominantes."
Eucaristia
"Se é verdade - como acreditamos - que na Eucaristia Cristo está realmente presente, este é o acontecimento central, nem mais nem menos."
Celibato
"É sempre, por assim dizer, um ataque ao que o homem pensa normalmente, algo que só é realizável e crível se Deus existe."
Homossexualidade
"Se alguém tem inclinações homossexuais profundamente arraigadas - não se sabe até agora se são realmente inatas ou se surgem na primeira infância - e, em qualquer caso, se elas têm poder nessa pessoa, tais inclinações são para ela uma grande provação."
Ecologia
"Que o homem está ameaçado, que ameaça a si mesmo e ameaça o mundo, torna-se visível hoje por meio das provas científicas. Só poderá ser salvo se no seu coração crescerem as forças morais, forças que só podem vir do encontro com Deus."
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(ZENIT.ORG)